A imagem da mulher aparece muitas vezes sendo deturpada pela mídia, seja ela na publicidade ou no jornalismo, é comum vermos a perpetuação de estereótipos machistas por meio de piadas ou afins.
Tudo o que é vinculado nos meios de comunicação já nasce, pode-se dizer, poderoso em vários aspectos, pois o que é expressado pela mídia é também um reflexo da sociedade; ela tem essa tendência em repetir. Discutir a imagem da mulher não compreende de um problema menor. Ao falar sobre a sua imagem na mídia, fala-se também da condição da mulher na sociedade e da própria mulher. Uma marca vende não só um produto tangível, mas também um estilo de vida. Não é só a camiseta ou o sabão em pó. Quando se trata de auto estima, por exemplo, ataca-se um ponto fraco de muitas mulheres, infelizmente. As mensagens que são passadas são sempre de que elas precisam ser bonitas, atraentes, sexy, ter a aparência de uma garota, e o comportamento de uma dama. Bela, recatada e do lar. Isso é cobrado o tempo todo das mulheres. Mais do que comprar um produto, nós compramos a ideia, e vivemos com ela, repetindo-a, sentindo-a na pele. “Você não é bonita o suficiente. Você nunca será amada. Você está gorda demais”. Essas são premissas que a empresa cria para movimentar o capitalismo e, por conseguinte, aumentar seus lucros.
A imagem estereotipada e abusiva de uma mulher em uma propaganda de cerveja totalmente objetificada, vestindo um biquíni, exibindo seu corpo belíssimo. Corpo esse “sem língua”, já que ela nunca fala. Programas humorísticos reforçam a misoginia e o sexismo tão presentes na sociedade. Os comerciais de televisão, produtos e marcas tratam as mulheres como fúteis, vazias, que competem com outras mulheres, rainhas do lar, vaidosas em nível tóxico e hipersexualizadas.
Existe uma violência simbólica de gênero na mídia que precisa ser tão discutida quanto os outros tipos de violência de gênero mais evidentes. Uma muitas vezes legitima a outra. Quando uma mulher é agredida dentro de casa, outras violências simbólicas anteriores já ocorreram.
É preciso democratizar a comunicação e lutarmos juntas por mecanismos legais onde as mulheres não apareçam na mídia apenas como objetos, só assim é possível reagir aos ataques simbólicos nos próprios meios em que são feitos. Ocupar esse espaço que é tão dominado por uma liberdade comercial que, na prática, apenas mostra as mulheres em condições limitadoras.

Fonte da imagem destacada: Outras Palavras

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