Ao ver a imagem que ilustra este texto, o qual desconheço a autoria (se alguém souber, nos avise), a frase que ela trás, de certo inspirada na célebre frase de Simone de Beauvoir: “não se nasce mulher, torna-se”, pois nascemos fêmeas, o ser mulher envolve entender e adotar vários códigos que definem o que é ser mulher na nossa sociedade, como a forma de se portar, vestir, etc, códigos estes, que se fôssemos criadas soltas em uma selva sem interferência da sociedade, jamais desenvolveríamos. Por isto ser mulher na nossa sociedade implica em atender normas e condutas impostas, se quiser ser um membro social padrão.

A frase da imagem faz refletir o quanto precisamos morrer diariamente para atender esses padrões, o quanto precisamos nos anular para agradar o patriarcado.

Não somos livres, nossas vontades não são livres, quando tentamos colocá-las somos reprimidas e rechaçadas.
O quanto morremos diariamente para ser mulher padrão nessa sociedade? Modificamos nossos corpos, nosso comportamento, o nosso pensar, aceitamos a violência diária, nos culpamos pelo o que não é nossa culpa, nos sobrecarregamos de trabalho e serviços dentro e fora de casa para provar um valor que já é nosso. Isso sem contar os estupros, feminicídios e casos de violência extrema onde machistas tentam nos subjugar e colocar-nos como meros adornos e brinquedos para  o seu deleite.

Também morremos para tentar sermos mulher na nossa plenitude, liberdade e equidade, mas isso dói. E com o peito dilacerado e estancando as nossas feridas, seguimos. Porque somos mulheres e desde que nascemos aprendemos a resistir para existir.

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