Por lei entende-se que o feminicídio é quando a agressão envolve violência doméstica e familiar, ou quando evidencia o menosprezo ou descriminação pela condição de ser mulher, exatamente o que ocorreu na madruga de sábado pra domingo, entre os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro. Em uma festa de réveillon um homem matou 12 pessoas – incluindo sua ex mulher e filho – e em seguida se suicidou. Entre essas 12 pessoas 9 eram mulheres, em uma carta deixada pelo autor da chacina ele deixa claro que sua intenção era “matar vadias”, referindo-se as mulheres presentes na festa.

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Segundo a ONU, a taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior no mundo, somente El Salvador, Guatemala, Colômbia e a Russia possuem taxas superiores as nossas. Até o ano de 2013 observou-se que diariamente pelo menos 13 mulheres brasileiras são assassinadas, esses acontecimentos se tornaram tão comuns no nosso dia-dia que na maior parte das vezes sequer são noticiados, matar mulheres no Brasil tornou-se tão banal que a nossa dor não comove as grandes midias.

O feminicídio também tem cor, segundo o mapa da violência entre os anos de 2003 e 2013 o índice de feminicidios entre mulheres brancas caiu cerca de 9,8%, enquanto no mesmo período, esse índice entre as mulheres negras aumentou 54,2%.

Grande parte dessas ações são premeditadas, podemos observar isso pela forma com que acontecem. As estatísticas apontam que boa parte dos crimes são cometidos por estrangulação/sufocação ou com objetos cortantes/penetrantes/contundentes, indicando que são crimes de ódio ou com motivação fútil/banal.

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O feminicídio foi tipificado como crime hediondo em 2015, junto a lei Maria da Penha ela serve pra para prevenir e punir atentados, agressões e maus-tratos. O objetivo dessa lei é dar visibilidade ao problema do feminicídio no país e gerar dados estatísticos sobre a violência doméstica e as mortes de mulheres que atualmente são escassos.

O machismo mata todo dia, o sistema de hierarquia de gênero faz com que homens achem que tem direitos sobre os nossos corpos, direitos esses que incluem tirar nossa vida. Até depois de mortas mulheres são culpabilizadas, sempre insinuam que morremos por fazer alguma coisa e a verdade é que morremos por sermos mulheres.

Toda a nossa solidariedade a Isamara Filier, que morreu defendendo seu filho dos abusos cometidos pelo pai e a tantas outras mulheres que morrem todos os dias nessas mesmas circunstancias. Na maior parte das matérias sobre o caso havia um grande numero de pessoas defendendo o autor do crime e culpabilizando a vítima, sinal de que fariam o mesmo e de que todas as estatísticas que foram apresentadas até aqui não são atoa, é só o reflexo da misoginia de nossa sociedade.

1 COMENTÁRIO

  1. Creio q a origem dessas atitudes criminosas estão no machismo q nossa sociedade cultua conheço mães q tratam seus filhos homens com mais privilégios do q suas filhas mulheres como se eles fossem melhores e mais importantes, um ” rei”. Ainda hj vemos homens adultos sendo tratados como criança por sua mãe e esposas q tb o mimam. Nossa mente feminina precisa mudar senão negamos nosso poder e continuamos a dar poder aos homens sendo q temos os mesmos direitos, afinal somos todos humanos.

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