Fonte: Internet

Desde crianças, enquanto mulheres, colocam como nossa primordial missão neste mundo a maternidade. E aí vêm os bebes de brinquedo, aprender a trocar, amamentar, amar…, de forma que parece ser um “dom natural” de toda mulher, como se todas mulheres nascessem iguais, com os mesmos sonhos, oportunidades, corpos, como se fosse possível resumir o que é ser mulher em poucas linhas e quem fugir do que está dentro destas linhas é anormal e bizarro.
Quando uma mulher grávida aparece, ou um bebe, somos ensinadas a apreciar, quase como divindades.
Não há nada de mais em querer ser mãe, mas também não há nada de errado em não querer. Ser mãe requer várias habilidades e disposições que terão que ser desenvolvidas no decorrer da maternidade, pois assim como cada mulher é uma mulher, cada bebe é um bebe e a forma de lidar varia por isso.
O errado está em exigir que TODAS as mulheres queiram ser mães, pois senão serão seres “incompletos”. Ninguém é incompleto, ainda que lhe falte um membro, cada um é do jeito que tem que ser, cada um tem que aprender a viver com quem se é e não com o que queiram que seja. Não somos criados, educados e nem vivemos em produção de larga escala (por mais que o sistema tente fazer isso). Então porque esperamos que todos sejam iguais?!
O errado está em achar que porque para uma mãe foi “mais fácil” criar os seus filhos, para todas assim também será. O errado está em achar que se uma mulher virou mãe, ela saberá se virar sozinha e, caso não saiba, é porque é uma má mãe. O errado é não prestar atenção se ela precisa de ajuda e não ajudar.
Depressão pós-parto não é “frescura”. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Fiocruz (http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/depressao-pos-parto-acomete-mais-de-25-das-maes-no-brasil), 25% das mães no Brasil sofrem de depressão pós-parto, o que significa que em cada quatro mulheres grávidas apresentará sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebe.
Esses dados mostram que já passou da hora de deixar as mães à própria sorte e dar o suporte necessário para elas, pois depressão não é escolha e muito menos frescura, é caso de saúde pública, de cobrarmos atendimentos de saúde e pré e pós-natal adequados e é algo que deve envolver toda a família nesse processo, pois a responsabilidade pelo bebe não é só da mãe, é de toda a família e sociedade. Temos que parar de estar em sociedade e aprendermos a viver em sociedade. Não queremos mulheres morrendo por algo que pode ser evitado. #NenhumaAMenos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here