O feminismo é o conjunto de movimentos políticos, sociais, ideologias e filosofias que tem como objetivo a libertação das mulheres, seu empoderamento e emancipação. Questões essas que trarão consigo a igualdade entre os homens e as mulheres.

A história de como se iniciou o movimento feminista de acordo com Maggie Humm e Rebecca Walker, pode ser dividida em três(3) ondas. A primeira ocorreu no século XIX e inicio do século XX, a segunda nas décadas de 1960 e 1970 (a que chamamos de feminismo radical ou de segunda onda), e a terceira, na década de 1990 até a atualidade.

  • A primeira onda refere-se ao período de atividades feministas em todo o mundo, em particular em países como Reino Unido, Canadá, Países Baixos e Estados Unidos. Esse movimento baseou-se na luta por questões jurídicas, principalmente na conquista da mulher pelo direito ao voto.

“De acordo com Miriam Schneir, Simone de Beauvoir escreveu que a primeira mulher a “levantar sua caneta em defesa de seu sexo” foi Christine de Pizan, no século XV.Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim e Modesta di Pozzo di Forzi também escreveram sobre o tema no século XVI.Marie Le Jars de Gournay, Anne Bradstreet e François Poullain de la Barre também escreveram no século XVII.Mary Wollstonecraft publicou um dos primeiros tratados feministas, A Vindication of the Rights of Woman (1792), em que ela advoga a igualdade social e moral dos sexos. Seu romance mais tarde inacabado, Maria: or, The Wrongs of Woman, lhe rendeu críticas consideráveis em um debate sobre os desejos sexuais das mulheres. Ela morreu jovem, e seu viúvo, o filósofo William Godwin, rapidamente escreveu um livro de memórias dela que, ao contrário de suas intenções, destruiu sua reputação de gerações. Wollstonecraft é considerada a avó do feminismo britânico e suas ideias tomaram forma com as suffragettes, que fizeram campanha pelo voto feminino.”

  • A segunda onda iniciou-se nos Estados Unidos, e se espalhou por todo mundo, nos Estados Unidos o movimento durou até o início da década de 1980. Enquanto a primeira onda do feminismo era focada principalmente no sufrágio e na derrubada de obstáculos legais à igualdade de gênero (ou seja, direito ao voto, direitos de propriedade, etc), a segunda onda do feminismo ampliou o debate para uma ampla gama de questões: sexualidade, família, mercado de trabalho, direitos reprodutivos, desigualdades de fato e desigualdades legais. Em uma época em que as mulheres alcançaram grandes avanços nas profissões, nos militares, nos meios de comunicação e nos esportes, em grande parte por conta do ativismo da segunda onda feminista, este movimento também chamava a atenção para a violência doméstica e problemas de estupro conjugal, além de lutar pela criação de abrigos para mulheres maltratadas e por mudanças nas leis de custódia e divórcio.
  • Já a terceira onda, com as disputas intra-feministas sobre temas como sexualidade e pornografia. Iniciou-se em 1990 como resposta a supostas falhas da segunda onda e também como retaliação às iniciativas e movimentos criados pelo movimento feminista de segunda onda. As feministas da terceira onda desafiam os paradigmas da segunda onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve sua origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda, como Gloria Anzaldua, bell hooks, Cherrie Moraga, Audre Lorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraram negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de subjetividades relacionadas à raça. Esta onda do feminismo expande os temas feministas para incluir um grupo diversificado de mulheres com um conjunto de identidades variadas. Rebecca Walker cunhou o termo “terceira onda do feminismo” em um ensaio de 1992.Tem sido proposto que Walker tornou-se um símbolo do foco da terceira na onda no queer e mulheres não-brancas. Feministas da terceira onda ampliaram seus objetivos, com foco em idéias como a teoria queer, e abolindo expectativas e estereótipos baseados em gêneros. Ao contrário da posição determinada de feministas da segunda onda sobre as mulheres na pornografia, trabalho sexual e prostituição, feministas da terceira onda são bastante ambígua e divididas sobre estes temas.

 

Outro debate é causado pelo chamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga Carol Gilligan, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero é que instauram socialmente a diferença.

 

FEMINISMO RADICAL OU DE SEGUNDA ONDA:

 

O feminismo radical é uma perspectiva dentro do feminismo que exige um reordenamento radical da sociedade em que a supremacia masculina é eliminada em todos os contextos sociais e econômicos. As feministas radicais procuram abolir o patriarcado ao desafiar normas e instituições sociais existentes, em vez de através de um processo puramente político. Isso inclui desafiar a noção de papéis tradicionais de gênero, opondo-se a objetificação sexual das mulheres e procurar sensibilizar a opinião pública sobre o estupro e a violência contra as mulheres. O feminismo radical surgiu dentro da Segunda onda do feminismo na década de 1960,[e considerava o patriarcado como um “fenômeno trans-histórico”anterior ou ainda mais profundo do que outras fontes de opressão e “não só a forma mais antiga e universal de dominação, mas a principal forma de dominação”e o modelo de todas as outras dominações. As feministas radicais localizam a raiz da opressão das mulheres nas relações de gênero patriarcais, e entendem que essas opressões estão entrelaçadas umas as outras fazendo assim parte de uma grande engrenagem onde ambas se estruturam e se fortalecem. São elas: O Patriarcado, o racismo e o capitalismo. O feminismo radical luta pela ABOLIÇÃO DE GENEROS e conseqüentemente de seus papéis impostos socialmente, dentre as pautas importantes abordadas pelo feminismo radical, estão: Heterossexualidade compulsória, maternidade compulsória, abolição da prostituição e fim da industria pornográfica, violência obstétrica, violência masculina, fim da cultura do estupro, descriminalização do aborto, dentre outras. Todas relacionadas ao sexo feminino e ao ser compreendido MULHER, pelo conceito de socialização ter relação direta e unicamente com o sexo que se nasce.

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