Eu, como mulher e universitária, da área de exatas preciso abordar sobre: “A invisibilidade da participação de brilhantes mulheres na ciência”.
Antes de pensar exatamente o que abordar neste texto me perguntaram quais eram as mulheres que revolucionaram o campo científico. Pensei, pensei e mal pude enumerar em uma quantidade significativa. Então, resolvi selecionar divulgando os nomes, daquelas que a maioria não conhece, mas que também contribuíram com o desenvolvimento tecnológico e científico.
Primeiramente, queria deixar claro que, naquela época, dificilmente uma mulher teria condições para estudar. O machismo era tão evidente que foram poucas que conseguiram contornar o preconceito, apesar do “reconhecimento” de algumas dessas. É claro para todos nós a invisibilidades delas em comparação a cientistas como Einstein, Newton e entre outros.
1 – Marie Sklodowska Curie – ou como a maioria conhece: Marie Curie – foi umas dessas brilhantes cientistas. Nasceu na Polônia, no dia 7 de novembro de 1867. Era de família humilde, por isso teve que trabalhar desde criança para ajudar pagar os estudos dos irmãos e ao mesmo tempo guardava dinheiro para os seus próprios estudos. Com muitas dificuldades conseguiu terminar a universidade, licenciando-se em matemática e física.
Ao analisar o experimento de Becquerel sobre as chapas fotográficas como sugeriu seu marido, descobriu dois elementos químicos o Polônio e o Rádio. Por causa de seus esforços ela e Pierre, seu marido, ganharam o prêmio Nobel de Física de 1903.
Depois da morte do seu esposo, mesmo com a melancolia, não se abalou ao ponto de deixar a ciência. Ganhou seu segundo Prêmio Nobel, dessa vez de química em 1911.
Faleceu em 1934 de leucemia causada pela intensa exposição à radiação.
2- Calculadoras de Pickering não era exatamente uma mulher, era um time de mulheres que tinham a função de mapear e processar dados astronômicos. A história delas é bem interessante, pois o objetivo de Pickering ao contratá-las era inicialmente zombar dos seus antigos assistentes. Ele dizia a seus antigos assistentes homens, que até a sua empregada era mais eficiente no trabalho. Pickering estava certo. Williamina Fleming, sua empregada, em conjunto com as outras assistentes foram a chave da concepção moderna da galáxia. Elas mapearam um quarto de um milhão de estrelas. A equipe foi responsável por bases científicas do campo astronômico que são utilizadas até hoje. No entanto, ainda sofreram com o machismo da época. Ganhavam a metade do salário dos homens com longas horas de trabalho, com tarefas repetitivas e tediosas. Annie Jump Cannon, a líder da equipe, foi um dos nomes que se destacaram em suas pesquisas como Cecilia H. Payne e Henrietta Swan Leavitt.
3 – Elise Meitner nasceu em Viena, Áustria, no dia 7 de novembro de 1878, depois naturalizou-se sueca. Era de família judaica, porém converteu-se ao cristianismo protestante já adulta e mudou seu nome para Lise Meitner, nome de sua preferência. Seu pai garantiu que todos os seus irmãos, inclusive mulheres, tivessem acesso aos estudos. Então, decidiu estudar física, sendo assim seus estudos foram com professores particulares. Para receber seu diploma foi submetida a diversas provas. Como demonstrou que entendia muito do assunto, recebeu o seu diploma e foi aceita para o doutorado. Logo depois conheceu um dos cientista famosos da Europa, o prof. Otto Hahn, Químico. Trabalharam juntos, apesar de Lise ser uma assistente que não recebia salário. Até que, finalmente em 1917 descobriu junto com Hahn o isótopo estável novo, o Protactínio e recebeu muita moral ao ponto de ser chamada para um trabalho como chefe de seu próprio departamento de Física no Kaiser Wilhelm Institute.
Em 1922, descobriu sozinha a explicação para o fenômeno “Efeito Auger”, que na verdade deveria se chamar “Efeito Meitner”. Pierre Auger um ano depois descobriu o mesmo efeito e foi reconhecido por ele.
Descobriu com seu assistente sobre fissão nuclear. No entanto, em 1944 Hahn e Strassman que recebem o Nobel de Química.

Lise é um exemplo junto com todas as mulheres que foram citadas neste texto, sobre desigualdade de oportunidade na área científica. Elas eram tão boas quanto qualquer um dos cientistas da época. Mas precisaram ser excepcionais, para terem o mínimo de reconhecimento.

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