Vamos conferir nomes de mulheres que fizeram e fazem história de alguma forma. Mulheres inspiradoras.

Ótima forma para homenagear nossas filhas que irão nascer: com nomes que pertencem ou pertenceram a mulheres que fazem/fizeram mudanças.

1. OLGA

Olga Benário Prestes, alemã de origem judaica, nasceu em Munique em 1904 e foi enviada para o Brasil em 1934 para apoiar o partido comunista Brasileiro.
Militou ao lado de Luiz Carlos Prestes que se tornaria seu companheiro. Em 1936 Olga, gravida de Prestes, foi deportada para a Alemanha Nazista, teve sua filha Anita Leocadia Prestes, e após o período de amamentação foram separadas, Anita foi entregue a avó paterna. Olga foi executada no dia 23 de abril de 1942 junto com mais 199 prisioneiras.

2. ANITA

Nascida na prisão feminina no Campo de Concentração de Barnimstrasse (Alemanha), durante o período ditatorial de Hitler, Anita foi afastada da mãe com 14 meses de idade, quando terminou a fase de amamentação, Anita foi entregue à avó paterna, Leocádia Prestes. No Brasil, Anita Prestes graduou-se, em 1964, em Química Industrial pela Escola Nacional de Química da antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1966, durante a ditadura militar, obteve o título de mestre em Química Orgânica.
Doutora em História, Economia e Filosofia.

3. DANDARA

Dandara juntou-se ainda menina ao grupo de negros que desafiaram o sistema escravista por quase um século no Quilombo dos Palmares. Casada com Zumbi, valorizava muito a liberdade, era contra acordos com o governo e se matou quando capturada.
Dandara participava ativamente da elaboração das estratégias de resistência e foi figura central na defesa do quilombo.

4. ESTHER

Maria Esther Bueno é a maior tenista brasileira de todos os tempos. Tem o impressionante número de 589 títulos e venceu dezenove torneios do Grand Slam. Venceu uma partida em apenas 19 minutos e era conhecida pela elegância no estilo de jogo e potência no saque.

5. LEOLINDA

A baiana Leolinda Daltro é precursora do feminismo no Brasil no século 19. Engajada na causa indigenista, separou-se do marido e viajou pelo interior do Brasil pregando a integração das populações indígenas por meio da educação laica. Foi escorraçada de Uberada, em MG, aos gritos de “mulher do diabo”.
Quando teve seu alistamento eleitoral negado, fundou o Partido Republicano Feminino. O objetivo era mobilizar as mulheres pelo direito ao voto. Morreu em um acidente automobilístico em 1935.
Seu obituário publicado na revista ‘Mulher’, editada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, assinala que Leolinda “teve que lutar contra a pior das armas de que se serviam os adversários da mulher: o ridículo”.

6. FRANCISCA

A compositora Chiquinha Gonzaga, autora de mais de duas mil músicas de gêneros diferentes, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga também envolveu-se com a política, militando em prol da abolição da escravidão e pelo fim da monarquia.

7. ZILDA

Zilda Arns Neumann foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira, indicada várias vezes pelo governo brasileiro ao prêmio Nobel da Paz. Morreu, aos 75 anos, no terremoto do Haiti em 2010.
Fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, organismo que tem como objetivo a promoção do desenvolvimento integral de crianças entre 0 e seis anos de idade, Zilda ajudou a derrubar a mortalidade infantil, no Brasil, de 62 por mil (na década de 80) para 20 por mil.

8. MARTA

Marta Vieira é uma atacante que já ganhou cinco vezes o título de melhor jogadora do mundo, um recorde. Ela também é maior artilheira da história das Copas do Mundo de futebol feminino.
Como se não bastasse, é a maior artilheira da história da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) — com 100 gols, é maior que Pelé.

9. CELINA

Celina Guimarães Viana foi a primeira eleitora do Brasil. Para isso, ela fez um requerimento se baseando em uma lei recém-promulgada no Rio Grande do Norte, que enunciava: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”.
Ao votar em 5 de abril de 1928, na cidade de Mossoró, ela se torna a primeira mulher brasileira a fazê-lo.

10. ELZA

Aos 21 anos de idade Elza Soares já era viúva e tinha cinco filhos para criar –o que fazia cantando e compondo músicas. Com 32 anos sofreu muito para estar ao lado do jogador de futebol Garrincha, que se envolveu com ela quando ainda era casado.
Muitas tragédias abalaram a vida de Elza (como a morte da mãe, do Garrincha e de três dos sete filhos).

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