Quando estudamos a história do Brasil durante os ciclos básicos da escola, passamos por uma breve história de como os colonizadores “encontraram”- lê-se invadiram – nosso continente e de como passaram a usufruir das nossas riquezas, sendo estas produtos nativos, encontrados aqui ou que se habituavam bem ao nosso solo, entretanto, não foram apenas de nossas riquezas materiais que os colonizadores  “usufruíram”, não foram apenas sementes despejadas em nosso solo, muito sangue foi derramado, sangue da invasão, da escravidão, do estupro!

É sempre dito que nós somos o país da “miscigenação”, o país de todas as etnias, o que além de uma grande mentira por conta de todo o preconceito e racismo que é dirigido as pessoas não brancas, anula-se o fato de que a tal miscigenação não foi pacifica, o Brasil nasceu do estupro.

Do estupro de escravas negras, do estupro de índias…

É claro que outras etnias foram constituintes do Brasil, entretanto, acho válido ressaltar as que mais foram violadas.

A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil, A CADA 11 MINUTOS UMA MULHER É ESTUPRADA NO BRASIL, entre essas mulheres violentadas a maioria é negra e pobre, podemos dizer que esta é a herança deixada pelo colonizador, a cultura do estupro.

Percebo que está forma de romantizar a miscigenação é uma forma de esconder as violações cometidss contra mulheres negras e indígenas, de continuar sexualizando seus corpos, de mascarar quantas coisas repugnantes ocorreram em nosso solo!

É valido ressaltar que mesmo ao “fim” da escravidão do Brasil em 1888, as mulheres negras continuavam a trabalhar “remuneradamente” aos senhores que davam continuidade aos estupros…

E fingir que isto ainda não acontece é mergulhar no mar de hipocrisia que reina no Brasil.

A realidade é que vocês nunca respeitaram nossas vontades, nossos corpos, nosso sexo. Sempre nos destinaram a postos de inferioridade, e isto se agrava quando se é negra, indígena, pobre. A nossa história é repleta de violação e não se encontra nos livros, mal é dita porque não seria conveniente expor como foi “formada” a tal mulher brasileira que nas propagandas é dita como uma “linda “”mestiça”” de bunda grande”.

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