A maioria de nós já pensou ou deveria ter pensado no que significa ser mulher na sociedade atual. Muitas vezes, chego a conclusão de que simplesmente é aguentar os abusos, injustiças, misoginia, culpa e outras milhares de coisas que mulheres passam todos dias.

Penso muito além.. O que é ser uma mulher negra? O que é carregar uma herança escravocrata?E quais são as consequência do racismo para a vida dessas mulheres?
Errou quem pensou em nenhum. Errou quem pensou que somos todos iguais. Errou quem imaginou que é simplesmente ignorar as injustiças que elas desaparecem, porque elas não desaparecem. Desmerecer somente as culpa por aspectos que elas não controlam e não tem culpa. Uma vez que a herança deixada pela escravidão é de pura crueldade e injustiças com os negros.

Para entendermos melhor esse cenário é necessário assimilar, por exemplo, que mesmo com a alta demanda de negros inseridos em razão das ações afirmativas nas universidades o percentual é minimo em comparação a brancos, principalmente em cursos mais concorridos como Medicina. Simultaneamente, há um aumento também de mulheres negras na universidade. Mas, em serviços terceirizados como, por exemplo, faxineiras dos centros acadêmicos. Mas o que de fato esses dados dizem pra nós?

Como Nelson Mandela citou ““A Educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo”. Claro, que ela sozinha não é o suficiente para ir contra todos os obstáculos. Mas ela é uma verdadeira arma pra quem um dia não teve mínimas chances. Sem ela, os negros perdem maiores chances de empregabilidade, de acesso a educação e entre outros motivos.

Logo, ser uma mulher negra é carregar consigo um sistema duas vezes cruel, tanto pelo racismo quanto pelo patriarcado. É carregar as dores insuportáveis sem gritar. É ser considerada forte, desistindo por dentro. É ter medo, sendo forte o tempo todo.

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