PEC que proíbe aborto em casos de estupro é aprovada na Câmara.

Foi votada e aprovada  na Câmara dos deputados a PEC 181/2015, o texto original da proposta visa ampliar a licença maternidade para mães de prematuros, mas um adendo feito pelo relator da proposta – Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) – coloca em risco a possibilidade de mulheres realizarem abortos nos casos de estupro, quando o feto é anencefalo ou quando há risco de morte para a mulher, casos em que o aborto já era garantido por lei. O deputado acrescentou um “desde a concepção” ao texto original da PEC, que diz que o Estado deve proteger a dignidade da pessoa humana.

O aborto e o aumento da licença maternidade são questões importantíssimas para o movimento feminista, colocar as duas questões como antagônicas é uma manobra de um congresso conservador, um retrocesso nos direitos das mulheres e isso precisa ser posto em pauta.

No Brasil, a cada 11 minutos é notificado um caso de violência sexual contra a mulher, 70% dessas mulheres são menores de idade.

Uma projeto que diz proteger a dignidade humana joga mulheres a morte, as empurrando a clinicas clandestinas, automedicação e sabe-se lá mais quais medidas desesperadas, tudo para não ter um filho fruto de um estupro.

A proposta ainda segue para votação no plenário e nós, mulheres, temos nossas vidas ameaçadas e diretos que foram conquistados com muita luta negados.

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