Opressão familiar em meninas e mulheres

A estrutura familiar em que estamos inseridas e inseridos incute na gente muito do que eles viveram, muito do que eles desejam e até os próprios sonhos… As pessoas que sustentam essa base as vezes até de forma inconsciente nos impõe seus desejos, e isso fica nítido quando apresentamos algumas escolhas, quando expomos nossa orientação sexual, quando apresentamos nossas opiniões, quando direcionamos nossa vida de uma forma x e não y, e surgem então as represálias, a intolerância, os discursos de ódio.

Para nós mulheres o “parecer da família” é ainda mais pesado, pois vivemos em um meio cultural, lê-se patriarcal, machista, que nos empurram e criam em nós uma “dependência” maior, no caso falo sobre a ideia da dependência emocional que nos impõe a ideia de que devemos sair de casa casadas – com um homem é claro, que será o novo “senhor patriarcal” de nossas vidas – sustentam a ideia de fragilidade e reproduzem toda a pressão e opressão social que é destinada ao sexo e gênero feminino, nos dizendo que é necessário casar, ter filhos, um esposo… “mulher de família não faz isso, não faz aquilo” e usam destes artifícios para nos controlar, para continuar segurando as rédeas de nossas vidas.

Quantas histórias ouvi de mulheres e até mesmo meninas que seguiram um caminho imposto pelos familiares? Caminho este que não trouxe realização, nem muito menos felicidade…

Não estou dizendo que as famílias não devem orientar e estar presentes, mas sim que as vezes um toque de liberdade cai bem, as nossas vidas precisam ser direcionadas por nós mesmas, pelas nossas escolhas. Contudo é válido ressaltar que as famílias reproduzem muito do que nossa sociedade e o sistema que estamos inseridos dita, e as vezes nem consciência disso possui, mas sim, é possível e necessária a mudança daqueles que chamamos pais, mães e afins…

Se você tem uma filha não reforce as opressões e inseguranças que a sociedade já impõe a ela, ofereça o sentimento dela própria sentir-se dona de si, dona de suas escolhas, de sua vida.

Lê, 20, paulista. Criadora da página TODAS Fridas.

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