Vamos falar de opressão dentro das religiões?

Grande parte das mulheres que conheço e das que não conheço também tiveram uma criação religiosa, as vezes não uma criação, mas no decorrer da vida se encontraram fazendo parte de alguma religião, crença ou mesmo doutrina, que boa parte das vezes reforçou e pregou a submissão feminina.

É estranho como nós do Ocidente temos a mania de olhar para crenças do Oriente – não que essas não tenham pontos problemáticos com mulheres, sim, eu acredito que eles existam, mas acredito que é preciso fazer uma reflexão sobre o que esta ao nosso lado antes de irmos para outro continente – e apontar inúmeros defeitos e coisas que achamos inadmissíveis, entretanto, não olhamos para dentro do nosso próprio país, relativamos: o pastor que abusa das fiéis, o pastor/padre que aconselha a mulher a “carregar sua cruz” que por vezes se trata de um companheiro abusivo que a maltrata, agride e etc, o adultério do pastor, o padre que não cumpre seu voto de castidade (!!!) e muitas outras coisas que é feito “vista grossa”.

Existe aquele velho questionamento de que o véu (o hijab) é uma forma de submissão – eu não afirmo e nem digo que não, pois sou honesta e para afirmar tal coisas teria que estudar profundamente mais a respeito, entretanto, creio que qualquer hábito/prática que seja imposto é problemático por si só – mas e a uso de saia pro mulheres evangélicas? O cabelo comprido? Se olharmos para dentro das religiões dominantes no Brasil teremos muitas problematizações e questionamentos.

(As religiões dominantes nos massacram/massacraram enquanto mulheres. A sensação que tenho é que elas foram feitas de homens para homens, acredito que Deus não seja o problema e adivinhem quem o é…).

O que percebo de tudo isto é que independente de que crença falamos a maioria delas será hostil quando falamos de mulheres.

Lê, 20, paulista. Criadora da página TODAS Fridas.

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