Dos bons exemplos que temos por aí.
Tem um vídeo circulando nas redes, de um professor ninando um bebê de 03 meses, durante uma aula de um curso de Direito em Teresina.
Direito.
Direito à escola. Direito à educação. Direito à oportunidades.
Dever em se colocar no lugar do outro. Dever (mos) em ser solidário.
Com esse tal vídeo, podemos constatar uma série de pontos de vista. Desde os mais empáticos, quando aplaudem a atitude do professor e torcem para que tenhamos cada vez mais professores engajados, motivadores, inspiradores (porque sim, além de nos ensinar, os professores são formadores de opiniões, responsáveis por muitos valores que carregamos conosco)… até os mais agressivos, profundamente preconceituosos e tristes. Quando apontam e questionam “o que a mãe faz na sala de aula com um bebê”, “isso não é lugar pra criança”, “vai atrapalhar a aula de todos”…e aqueles comentários bem babacas mesmo, que levam para o lado de “na hora de fazer ela bem que isso ou aquilo” (melhor nos poupar né, mas sabemos exatamente do que estamos falando).
Ponderando então alguns pontos…é óbvio que se a mãe estava na sala de aula com um bebê, que ela não tinha com quem deixa-lo (pai, amigo, avós, tios, creche, babá…). Certamente, esta mãe sabe que é muito difícil estudar + conseguir prestar atenção na aula + aprender + cuidar de um bebê ao mesmo tempo (criança chora, tem fome, faz xixi e cocô, quer mamar, atenção). Então, falemos a verdade. Ela SABE disso. Mas ainda assim, com toda as dificuldades por ela conhecida (vivenciada, sentida na pele) ainda assim, ela opta por tentar. Por estudar. Por buscar um futuro mais próspero. Pra ela, mãe, mulher, aluna. Pro filho, criança que um dia cresce. Criança que está inserida na sociedade da qual todos nós fazemos parte. E acreditem, é melhor e mais saudável pra todos nós, que esta criança (e todas as outras) cresça cercada de amor, parceira e bons exemplos (a mamãe buscar crescer e evoluir, é um mega exemplo).
A atitude desse professor, nos mostra que ele é um cara massa! Que precisamos de mais professores assim. Que nos ensine que direito, não se restringe apenas ao direito penal (aula que era lecionada no momento). Que direito vai muito além disso. Direito é ser justo. É buscar equidade. É contribui para que todos tenham oportunidade de crescimento, acesso à educação.
Portanto, vamos julgar menos e ajudar mais. Vamos torcer para que esta mãe se forme logo e seja uma profissional competente, dedicada, preocupada com o bem comum, que levante a bandeira da equidade. Afinal, a gente nunca saberá se amanhã ou depois, seremos nós a precisar de ajuda. Ou quem sabe, dos serviços desta mãe, que outro dia estava ali, na sala de aula lutando por ela e pelo filho.

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