Familia e seus problemas enraizados.

 

O conceito de família é muito discutido, há inúmeras tentativas de estabelecer uma definição de família, o que podemos concluir é que não existe um consenso, e muito menos uma definição sobre. Sabemos que apesar das diversas concepções, o estereótipo de família nuclear tem seu privilégio e uma ideia impregnante que construímos, historicamente, sobre família.  A mulher no seu papel criado socialmente como “pilar da casa” acaba por enraizar em seu íntimo, problemas que não são seus. Por questões sociais a mulher é vista como primordial para que o tal lar tenha seu funcionamento pleno, como uma empresa com seu  gerente em prontidão para resolver todos os males presente. Mas até que ponto os tais problemas se tornam um fardo e impedem muitas pessoas, inclusive as mulheres, de viverem de forma mais leve e sem obrigatoriedade de resolver questões que estão além.

Esses dias, assistindo o filme 16 balões na Netflix, me veio uma reflexão, até que ponto tentamos resolver problemas que não são nossos? No filme, uma irmã tenta desesperadamente tirar o irmão do vício em heroína, apesar das diversas tentativas de internação. Criando ali um relacionamento abusivo onde ela cede e sofre, enquanto o irmão, no seu egoísmo, não cede e não enxerga as consequências do seu vício que afeta a sua irmã e todos a sua volta. Há problemas que não podemos solucionar, ceder sempre é sofrer consequências irreversíveis, ou o laço é rompido ou ele é tratado, no entanto, muita das vezes romper é a melhor opção. Acredito, que família é o primeiro elo e concepção de amor que criamos, é preciso amor e respeito, mas também é preciso ter a consciência que não somos super heroínas, é necessário a sensibilidade para compreender que há situações em que precisamos cortar as raízes, por mais que doa.

 

 

Uma educadora que sonha por um mundo mais igualitário, e que luta para mudar a si mesma a todo tempo!!

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