Quando pensamos em períodos históricos, guerras, revoluções, quantas mulheres vem à nossas cabeças? À minha muitas, mas, nem sempre foi assim. Em todo meu período de estudos na escola, principalmente nas aulas de história, era muito raro ouvir falar sobre uma figura feminina com um papel significativo.

Sempre que estudamos nosso passado, os principais “protagonistas” são geralmente os homens, seja ele um revolucionário ou ditador, colonizador ou colonizado. Essa representatividade masculina ao longo de nossa existência, não é por acaso. As mulheres sempre foram subestimadas e fadadas a viver na sombra dos homens, quem está falando isso não sou eu, mas sim a nossa própria história.

A ideia de uma mulher pura, esforçada, que cuida da casa, dos filhos e do marido, foi fomentada culturalmente, para isso a mulher é responsabilizada a exercer essas atividades já que é ela quem engravida (quem o pariu que o embale), e nessa submissão familiar foi também desenvolvendo a submissão social, em que independente da posição da mulher, seja na política, na religião ou em qualquer outro cenário, ela estará atrás de um homem.

O papel da mulher em muitas culturas sempre foi o da servidão, nós nunca tivemos as mesmas oportunidades que os homens, resultando nessa submissão culturalmente estrutural gerada ao longo do tempo. O conceito de mulher biologicamente frágil é apenas uma justificativa para a conformidade a qual nós somos sujeitas, evitando assim o questionamento sobre nossa antiga e atual posição.

A História é construída com base em acontecimentos, porém, por muito tempo foi evitado dar espaço para nomes como Olga, Dandara, Joana D´Arc, Rachel Carson e Frida. Essas são apenas algumas das mulheres que construíram o passado juntamente com outras inúmeras protagonistas que edificaram os pilares da História, seja cuidando da casa, escrevendo, pintando, ou lutando na linha de frente das maiores revoluções.

A representatividade é a base para que outras mulheres se sintam inspiradas e continuem a luta que há muito foi iniciada. Mulheres, como parte do povo, fizeram história por elas, por nós,então merecem a nossa atenção. Da mesma maneira nós devemos continuar fazendo história para que um dia, no lugar de nossos nomes, a falta de representatividade seja apenas um acontecimento irrelevante e ignorado.

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