Já parou para pensar no quão controlada você é em um ambiente corporativo? A maneira como você se veste, se comporta ou se posiciona esta sempre sendo avaliada e comentada pelos diferentes tipos de pessoas. O Que importa é te avaliar.

Já parou para pensar, também, que o tratamento dado a você, mulher, é totalmente diferente do tratamento dado ao homem dentro do mesmo ambiente?

Que nossos salários são desiguais e que os cargos de chefias são ocupados pelo sexo masculino, em sua maioria, nós já sabíamos. O que ocorre é a naturalização de tais tratamentos nesse ambiente corporativo e a maneira intrínseca de discriminação cultivada cultural e socialmente ao longo da nossa história.

Assim que acordamos nos damos conta de que precisamos nos esforçar para não repetir uma roupa já utilizada naquela semana, precisamos nos maquiar, estar com os cabelos “arrumados” e, de preferência, de salto fino. Enquanto o homem pode utilizar aquele terno clássico e os sapatos de sempre, sem a necessidade de desconforto.

Temos que trabalhar como se não tivéssemos dias sofridos de cólicas ou enxaquecas, demonstrando simpatia e tentando produzir o dobro para que não escutemos comparações ou historietas de que “estamos naqueles dias” ou de que nosso humor está alterado graças à “TPM”.
Para entrar nesse ambiente, muitas vezes, a própria avaliação no momento da entrevista já é preconceituosa e muito mais criteriosa, ao começar por um dos motivos que mais interferem e contribuem para que seu avaliador te dê a vaga do emprego: “você tem filho ou pretende ter?”
Perguntas pessoais e não somente profissionais pouco importam para uma entrevista de emprego com o sexo masculino. Acredita-se que é papel da mulher cuidar e ausentar-se do trabalho quando a cria adoece. Logo, para um homem, esse quesito não faz muita diferença.

No momento em que surge uma vaga para promoção e/ou mudança de estado, tenha certeza de que a preferência será do homem, independente do tempo que você esteja trabalhando naquela empresa, pois acredita-se que a mulher não tem o papel de decisão em seu lar. Para uma família inteira se deslocar, tem que ser por conta do emprego do homem.

Quando a secretária da empresa, a copeira ou a recepcionista não estão presentes ou se ausentam por determinado período, o pedido de “faz um cafezinho, atende o telefone, pode abrir a porta?” será para uma outra mulher, independente do cargo que ela exerça, e não para um homem. Afinal, é papel da mulher saber fazer um bom café, saber ser simpática ao atender o telefone ou a porta e, até mesmo, saber organizar o ambiente de trabalho.

Por fim, a mulher que luta por reconhecimento e modificação desse comportamento patriarcal dentro desse ambiente corporativo é a mais perseguida e julgada.
“A igualdade entre homens e mulheres não será conquistada quando nós, mulheres, formos como os homens, mas, ao contrário, quando os homens reconhecerem a importância que a identidade relacional possui para eles, ou seja, quando os homens forem como as mulheres individualizadas da modernidade e darem a mesma importância ao relacional, como ao individual. A mudança vem pelo lado das mulheres. Os homens não mudarão por si mesmos, porque implicaria perder sua posição de privilégio.” Almudena Hernando.

E mesmo que alguns afirmem que mulher tem que receber um salário menor porque engravida, ela deveria ser merecedora de maiores reconhecimentos, posto que seus papeis são vários e sua luta por mérito profissional é diária.

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