É de conhecimento geral que as mulheres nesses últimos anos estão intensas em manifestações nas ruas do Brasil, America latina e no mundo. Basta dar uma olhada na internet sobre as marchas e movimentos que vem acontecendo no mundo todo, os feminismos estão nas ruas com suas reivindicações. Parece que muitas mulheres já entenderam que não dá mais para esperar que os outros (homens) decidam por nós.

Acontecimentos como a Marcha Mundial das Mulheres, Pela descriminalização do aborto, #eleNão e Primavera árabe Feminina  demonstram que existe uma preocupação feminista com pautas conservadoras e portanto, com eliminação de direitos das mulheres.

O interessante desses movimentos é que além de correrem pelo mundo todo, são em sua maioria apartidários, no sentido de existirem mulheres que são filiadas a partidos, seguem vertentes políticas ideológicas, mas existem muitas delas e talvez a maioria, que não misturam partidos com o fazer política na rua.

Entre os discursos, pautas, faixas e gritos nas marchas não se têm visto a divulgação de partidos, muito pelo contrário, a ideia é apoiar mulheres que ocupem espaços na política e lutem por pautas femininas.

Junto a essa onda feminista progressista, também cresce discursos conservadores contra a liberdade de expressão e esse alcance e visibilidade das mulheres no protagonismo político social feminino no mundo.

Confuso perceber que apesar de muitas mulheres terem sido eleitas no primeiro turno dessas ultimas eleições, ainda é a minoria no Congresso Nacional. A bancada feminina conseguiu eleger 77 parlamentares do total de 513, de acordo com dados da Justiça Eleitoral.

Estamos indo as ruas, mas nas urnas estamos votando em homens? Não entendemos ainda a importância de mulheres dentro do Congresso Nacional para acontecer mudanças reais no cenário feminino do país?

O momento é agora, no segundo turno deixar registrado que Nós Mulheres podemos decidir uma eleição.

 

Manuela D’Avila e Haddad e os direitos das mulheres

A história da Manu não existe separada da luta pelos direitos das mulheres, sempre esteve ligada a essa pauta e luta. Sigo Manuela D’Ávila já há algum tempo, e continua o mesmo posicionamento quanto a temática em defesa das mulheres. Mãe e feminista, junto à candidatura a vice de Haddad, suas lutas são dar continuidade as mesmas bandeiras já levantadas, sempre fazendo questão de deixar claro, que sua entrada a vice da presidência é fazer com que as mulheres tenham mais voz e participação política em nosso país.

O histórico de Manu na política é de luta pelas pautas em defesa aos direitos femininos e sua pretensão ao assumir a vice-presidência é implementar muitos projetos para promover a igualdade de gênero.

Haddad também tem um histórico pelas mulheres, o apoio e trabalho de seu partido pelas mulheres é forte, um exemplo claro dessa preocupação são os Programas Sociais Bolsa Família e Minha casa Minha vida que revolucionaram a história de milhares de mulheres e contribuíram para o empoderamento e autonomia financeira feminina, porque elas são as titulares desses programas.

Dilma Rousseff em 2015 inaugurou A Casa da Mulher Brasileira no combate a violência contra a mulher, integrando em um só lugar defensoria publica, juizados especiais, delegacias, serviços especializados de acesso ao emprego e renda, assistência social e psicológica, ou seja, um espaço onde a mulher tenha todos os atendimentos necessários para reconstruir e se proteger da violência que já vem sofrendo.

A lei do Feminicídio também foi decretada pela presidente legítima Dilma em 2015, como resposta ao alto índice principalmente no âmbito doméstico de violência contra a mulher.

Contudo, aconteceu o golpe e esses programas e projetos foram enfraquecendo, como todos os programas sociais que existiam na época no país.

Também é importante ressaltar que a mídia golpista no Brasil é a pior do mundo, e isso não sou eu quem diz, os dados são da Organização Internacional Repórter sem Fronteiras (Reporters sans Frontières), o jornalista norte-americana Glenn Greenwald, conhecido por ter denunciado o escândalo da rede de grampos da NSA, mora no Rio de Janeiro e é um analista atento da política e da ação da imprensa no país. Segundo a análise do jornalista:

(…) a imprensa brasileira é menos livre que a imprensa da Libéria, de El Salvador, do Peru de mais 100 países. Para quem sempre identificou imprensa com democracia, essa lanterna moral é uma chave a ser considerada. Afinal, desenvolvimento e tecnologia, em matéria de jornalismo, não querem dizer qualidade de informação, pluralidade de vozes e menos ainda liberdade de expressão. Temos uma imprensa rica e ruim. E ruim porque comprometida com os ricos, não com a informação. O padrão Globo de qualidade, por exemplo, serve para fazer propaganda, não jornalismo.

Assim que nossa imprensa não apoia os projetos sociais propostos a favor do direito das mulheres, muito pelo contrário, o que vemos em nossa mídia é uma crítica a todos eles. Isso não quer dizer, que não existam muitas críticas ao partido em governos anteriores, sempre haverá e isso é democracia.

Pode não parecer, mas analisando o resultado a presidência para um ditador, político profissional, violento, homofóbico, racista e contra os direitos das minorias ter conseguindo uma expressão tão alta nas urnas, tem uma relação estreita com o que a nossa mídia divulga: violência, medo, confusão, corrupção e um herói como salvador.

Ainda dá tempo das MULHERES reverterem esse cenário e mostrarem ao Brasil e ao Mundo que Fascismo não cabe mais em nenhum lugar do planeta.

 

Porque Mulheres devem votar em Haddad e Manú

Dentro do Plano de Governo de Manuela e Haddad as políticas para mulheres é muito forte, o Programa promete: “inaugurar um novo período histórico de afirmação de direitos” e já em seu primeiro tópico objetiva “promover políticas para as mulheres visando a igualdade de gênero”.

Eles retomam os projetos iniciados nos outros governos do PT além de avançar ainda mais com políticas voltadas as mulheres brasileiras. O Ministério das Mulheres será retomado com a preocupação da representação feminina nos espaços de poder, a autonomia econômica, igualdade salariais entre homens e mulheres, igualdade de oportunidades, além de políticas de expansão dos direitos a gestantes e lactantes.

A PEC das Domésticas que foi destruída pela Reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer será retomada garantindo os direitos trabalhistas dessa classe trabalhadora constituída em sua maioria por mulheres negras.

O incentivo à produção e tecnologia por mulheres também aparece no Programa de Governo dos candidatos, a saúde integral feminina e o fortalecimento do SUS também é uma pauta por diversas vezes levantada e discutida pela candidata em seus discursos ao lado de Haddad durante a campanha.

Pesquisem vocês mesmas e vejam como a pauta MULHER está sendo levantada com respeito e dignidade, existe uma urgência com essa preocupação, compare com o outro candidato e faça um balanço.

Durante séculos fomos esquecidas, humilhadas, machucadas, não temos mais tempo a perder com políticos que não colocam as MULHERES como eixo central de seu programa de Governo.

Pense que muitas de nós morreram, foram queimadas, surradas e estupradas para hoje você poder escolher seu voto, por elas e para que isso não volte a acontecer com você, vote Haddad para presidente.

Para Consulta:

 

https://www.brasildefato.com.br/2016/06/10/a-pior-imprensa-do-mundo/

 

Reporters sans Frontières https://rsf.org/

 

Programa de Governo Haddad E Manu http://www.pt.org.br/mais-direitos-e-autonomia-para-as-mulheres-com-haddad-e-manuela/

 

 

 

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