E só chegar as festas de final de ano que os shopping e lojas ficam abarrotados e  o consumismo muitas vezes desnecessário se torna uma meta, acabamos por comprar objetos do qual não precisamos para impressionar pessoas que não se importam.
Um dos alvos preferidos são sempre crianças e mulheres, a insatisfação acaba por criar em nossa sociedade consumidores compulsivos, em que aparentar  é muito mais importante que de fato  ter algo. Segundo dados da Sophia Mind (empresa de inteligência do Grupo Bolsa de Mulher), nos mulheres consumimos mais de  66% , que equivale mais de R$ 1,3 trilhão.

Numa sociedade em que a insegurança das mulheres é algo lucrativo, vender  auto estima se torna uma meta, muitas mulheres acabam por se iludir com campanhas publicitárias “falsas”, que vendem bem estar e principalmente “beleza”, mulheres com corpos construídos a base de  cirurgias plásticas e preenchimentos,  vendendo cremes (que elas não usam) ou qualquer outro produto milagroso ,  gerando ao público que consome que são majoritariamente mulheres mais frustrações  e assim objetificando cada vez  mais as mulheres e seus corpos.
 Estar usufruindo de forma plena da vida parece estar interligado diretamente ao consumo, muitos buscam construir sua identidade, suas relações sociais e dar sentido a vida através daquilo que consome não se importando de onde vem aquele produto ou como foi feito.
Consequentemente, o atual modelo de consumo não só é insustentável mas também  gerador de necessidades, supérfluas e com isso reforçando cada vez mais o sistema patriarcal e primordialmente capitalista. É evidente que não podemos negar que o modelo de consumo  reconhece as várias facetas das mulheres, mas infelizmente o lucro maior é quando somente um tipo feminilidade é subjugada, uma feminilidade voltada ao culto da “aparência” reforçando cada vez mais o machismo estrutural, uma mulher que cultua seu corpo e todo aquilo que reforça os estereótipos que aprisiona as mulheres, trazendo assim mais baixa estima.
 Apesar da emancipação da mulher no mercado de trabalho e sermos o público que mais consome, ainda ganhamos menos que os homens, servimos para consumir, mas quando se fala em igualdade salarial e oportunidades estamos ainda em desvantagem se comparado ao gênero masculino, fazendo com que muitas mulheres estejam aprisionadas aos seus parceiros financeiramente.

 Numa sociedade que quase obriga as mulheres a ter uma aparência “perfeita” considerado aceitável  cobrar das mulheres unhas impecáveis e um look diferenciado a cada festa ou reunião, diferente dos homens que podem vestir a mesma blusa varias vezes ou deixar aquele corte para depois, mulheres são julgadas constantemente pela sua aparência, é claro que unhas bem feitas e roupas novas não se ganham em qualquer esquina, se compram.
Não tem nenhum problema em comprar aquele blusinha, ou pintar as unhas semanalmente, o problema é quando isso escraviza você. Se cuidar e comprar aquele mimo básico para você e algo super valido,quem não gosta de desfilar com uma blusa nova cheia de estilo, mas quando estiver com vontade de comprar algo que não precisa, e você sente que está comprando apenas por impulso , faça essa pergunta: Você de fato necessita disso para ser linda e empoderada? A resposta é não, somos incríveis por essência, tenha sempre em mente isso.
O consumo atual da nossa sociedade se mostram insustentáveis, vivemos numa desigualdade sem tamanho que não tem nem um mínimo de pudor com os menos favorecidos e as minorias, que não seja para lucrar, consumir consciente é uma escolha a ser feita para que dessa forma estejamos fazendo a nossa parte também.

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