Autocuidado…

Quando você ouve essa palavra você pensa exatamente no que? Por muito tempo eu entendi isso como uma forma de me “cuidar” esteticamente, fazer unhas, estar sempre maquiada, fazer dieta e etc, quando na verdade eu não estava me cuidando de fato, mas sim reforçando um padrão estético imposto a nós mulheres, e então essa palavra não tinha sentido, era vazia — é válido salientar que se você, leitora, se sente verdadeiramente bem se cuidando dessa forma, não há problema algum, existe sim um problema se nesse “cuidado” existe um fundo de obrigação por se preocupar em como as pessoas irão falar de você e etc, ai é válido repensar tudo isso.

E pensando no contexto social ao qual estamos inseridas, de uma sociedade machista, misógina, em que somos praticamente obrigadas a cuidar da aparência e mantê-la impecável, olhar para dentro de nós causaria uma reviravolta.

Nunca nos ensinaram a dar atenção para nós mesmas e para as coisas que sentimos, até porque se isso fosse um hábito comum entre mulheres perceberíamos o quão massacradas somos diariamente, e ai bau bau patriarcado.

Hoje eu defino autocuidado como reconhecer limites, me perdoar por situações as quais me submeti mesmo não querendo, olhar para feridas internas e procurar cura, psicoterapia, cuidar da pele: sou discípula da skin care (brincadeirinha, mas é verdade rsrsrs), cabelo, alimentação, não permitir que falem comigo como bem entendem, essas coisas fazem sentido para o meu eu, você precisa encontrar o que faz bem para você, cada pessoa tem um processo e suas próprias amarras, que podem ser desfeitas por nós mesmas.

Mas algo que funciona para todas: se dar voz e se ouvir. Observar-se. Estamos sempre olhando para os/as outros/as, cuidando dos outros/as, e diversas vezes somos nós que precisamos do nosso próprio carinho, cuidado e atenção. Finalizo este texto reiterando: olhe-se com afeto.

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